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Galo campeão com méritos

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Solidário e ofensivo. Assim, o Atlético Mineiro conquistou com méritos o título da Copa do Brasil diante de mais de 50 mil torcedores no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte. Dominou completamente o rival Cruzeiro, venceu por 1×0 e levantou, pela primeira vez, a taça, evitando que o inimigo fosse campeão pela quinta vez do torneio. O Galo entrou em campo defendendo uma vantagem de dois gols, construída na primeira partida da decisão, no Estádio Independência. O gol de Diego Tardelli, aos 47 do primeiro tempo, soou praticamente como um nocaute para a Raposa, que ficou com a obrigação de marcar quatro tentos na etapa final para inverter a vantagem. Uma missão quase impossível para quem produziu tão pouco, parecendo ainda de ressaca após ter se sagrado campeão brasileiro da Série A domingo passado.

A vitória do Atlético também confirma a hegemonia do futebol mineiro, pois suas tradicionais equipes são as atuais campeãs dos principais campeonatos de futebol do País.

Iludiu-se quem esperava um Cruzeiro ofensivo nos primeiros minutos. O time retraiu-se, tocou burocraticamente a bola e tentou explorar as costas dos laterais atleticanos. Marcos Rocha, pela direita, e Douglas Santos, pela esquerda, estavam muito bem protegidos, não dando espaços para os avanços de Ceará e Egídio.

Numa das raras chances que teve, Ricardo Goulart recebeu livre após falha da defesa adversária, entrou na área com a bola dominada, mas finalizou mal, por fora. O goleiro Victor, aliás, não teve trabalho no primeiro tempo, pois na outra chance cruzeirense Marcelo Moreno chutou a bola por cima do travessão.

Já o Galo demonstrava mais velocidade e foco em direção ao gol, que amadureceu bastante até acontecer. Aos 12, 23, 40 e 42, Marcos Rocha, Jemerson, e Dátolo, em duas oportunidades, ameaçaram o gol de Fábio.

De tanto procurar, enfim, o Galo achou. Dátolo cruzou da direita e Tardelli entrou por trás da defesa para escorar, de cabeça, à queima-roupa. Os menos de 2 mil atleticanos que compraram ingressos para entrar no Mineirão fizeram a festa.

No segundo tempo, o Cruzeiro tentou esboçar uma reação, mas o Atlético já era o dono do jogo. Enquanto Ricardo Goulart e Everton Ribeiro tentaram elevar o ritmo, os jogadores do Galo buscaram administrar o resultado com muita segurança. Dátolo ainda esteve perto de marcar o segundo gol atleticano, ao acertar a trave de Fábio num chute de fora da área.

Cruzeiro

Fábio, Ceará, Léo, Bruno Rodrigo e Egídio; Nilton, Henrique (William Farias), Éverton Ribeiro, Willian e Ricardo. Goulart; Marcelo Moreno. Técnico: Marcelo Oliveira.

Atlético/MG 1

Victor, Marcos Rocha, L. Silva, Jemerson e Douglas Santos; Leandro . Donizete, Rafael. Carioca, Dátolo, Luan (Maicossuel) e Tardelli; Carlos.

Técnico: Levir Culpi.

Local: Estádio Mineirão (Belo Horizonte).

Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (Asp. Fifa/SP)

Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa/SP) e Emerson Augusto de Carvalho (Fifa/SP)

Gol: Diego Tardelli, aos 47 do 1ºT.

Da redação

Anderson

Roda de capoeira recebe título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

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Dança, luta, símbolo de resistência e uma das manifestações culturais mais conhecidas no Brasil, a roda de capoeira recebeu nesta quarta-feira (26) o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

2611_653_capoeiraApós votação durante a 9ª Sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, em Paris, a roda de capoeira ganhou oficialmente o título.

A presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, presente na sessão do comitê, explicou que as políticas de patrimônio imaterial não existem apenas para conferir títulos, mas para que os governos assumam compromissos de preservação de seus bens culturais, materiais e imateriais.

“O reconhecimento representa um tributo à capoeira como manifestação cultural importante que durante séculos foi criminalizada, além de dar visibilidade internacional. Além disso, reconhece que o Brasil tem políticas públicas para cuidar do seu patrimônio cultural”, disse Jurema em entrevista à Agência Brasil.

Segundo ela, um bem registrado como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade garante mais respaldo ao governo para apoiar, com recursos públicos, iniciativas de preservação do bem cultural, com o incentivo à transmissão do conhecimento e a formas de organização dos capoeiristas. A roda de capoeira é reconhecida como patrimônio cultural pelo Iphan desde 2008.

No dossiê de candidatura, o Iphan enumerou uma série de ações para difundir a modalidade e propõe medidas de salvaguarda orçadas em mais de R$ 2 milhões, como a produção de catálogos e encontros. O documento destacou que o registro vai favorecer a consciência sobre o legado da cultura africana no Brasil e o papel da capoeira no combate ao racismo e à discriminação. O dossiê lembra que a prática chegou a ser considerada crime e foi proibida durante um período da história. Hoje, a capoeira é praticada em muitos países.

“O reconhecimento da roda de capoeira pela Unesco é uma conquista muito importante para a cultura brasileira. A capoeira tem raízes africanas que devem ser cada vez mais valorizadas por nós. Agora, é um patrimônio a ser mais conhecido e praticado em todo o mundo”, destacou, em nota, a ministra interina da Cultura, Ana Cristina Wanzeler.

Além da presidenta do Iphan, a diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI-Iphan), Célia Corsino, diplomatas da Delegação do Brasil junto à Unesco e capoeiristas brasileiros também acompanharam a votação, entre eles os mestres Cobra Mansa, Pirta, Peter, Paulão Kikongo, Sabiá e Mestra Janja.

Segundo o Ministério da Cultura, o Iphan deu apoio aos capoeiristas para fazer amplo inventário dos grandes grupos de capoeira e mestres no Brasil e ajudou-os a instalar comitês estaduais distribuídos pelo país. Neles, capoeiristas podem formular reivindicações e compromissos relacionados à salvaguarda e à promoção dessa manifestação cultural.

Com o título, a prática cultural afro-brasileira reúne-se agora ao Samba de Roda do Recôncavo Baiano (BA), à Arte Kusiwa- Pintura Corporal (AP), ao Frevo (PE) e ao Círio de Nazaré (PA), também reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Da redação

Anderson

Senado aprova guarda compartilhada de filhos de pais separados.

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O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (26) o projeto de lei que garante a guarda compartilhada de filhos de pais divorciados, mesmo que não haja acordo entre as partes. A matéria tinha sido aprovada de manhã, pela Comissão de Assuntos Sociais, e foi enviada, em regime de urgência, para apreciação pelo plenário da Casa, passando à frente de outras pautas na fila de votação.

O texto muda a atual redação do Código Civil, que tem induzido juízes a decretarem guarda compartilhada apenas nos casos em que há boas relações entre os pais após o fim do casamento. A ideia é que esse tipo de instituto seja adotado justamente quando se faz mais necessário: nas separações conflituosas.

O projeto prevê também a necessidade de divisão equilibrada do tempo de convivência dos filhos com cada um dos pais. Além disso, estabelece multa para escolas e estabelecimentos que se negarem a dar informações sobre o filho a qualquer um dos pais. Ainda segundo o projeto, serão necessárias autorizações dos dois pais para os casos em que o filho menor de idade venha a mudar de município ou em caso de viagem ao exterior.

A aprovação foi comemorada pelo presidente da Associação de Pais e Mães Separados (Apase), Analdino Rodrigues Paulino. “Foi uma vitória fantástica, nós estamos há 12 anos lutando pela guarda compartilhada”, disse.

Segundo Paulino, existem 20 milhões de crianças e adolescentes filhos de pais separados, que serão beneficiados com a lei. Para ele, a lei vai atender justamente os casais que não têm acordo, para garantir que as crianças tenham convivência com os dois lados.

“O casal vai combinar, e a Justiça homologa. Se o casal não combinar, o juiz vai determinar [o funcionamento da guarda] e procurar fazer a divisão de tempo da forma mais equânime possível. Se o pai tem mais tempo para cuidar, ele fica mais tempo com a criança, se a mãe tiver mais tempo, ela ficará mais tempo. Mas os dois terão a guarda e o direito garantido”, disse.

O projeto transforma a guarda compartilhada em regra, e não mais em exceção a ser buscada na Justiça. No entanto, ele prevê dois casos em que ela não será adotada: em caso de o juiz avaliar que um dos pais não esteja apto para cuidar do filho, ou nos casos em que um deles manifeste desejo de não obter guarda.

Da redação

Anderson

Eleições: Campanhas de Aécio e Dilma juntas gastaram mais de R$ 570 milhões

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A prestação de contas das campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) foi divulgada nesta terça-feira (25) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao todo, os candidatos que disputaram o segundo turno das eleições presidenciais gastaram R$ 570.050.970,85.

A campanha de Dilma Rousseff foi a que gastou mais. As despesas da campanha petista à presidência somaram R$ 350.575.063,64. Já as receitas foram R$ 350.836.301,70. Os valores informados ao TSE mostram saldo positivo de R$ 261.238,06.

O candidato do PSDB, por sua vez, gastou R$ 223.475.907,21 e arrecadou R$ 222.925.853,17. Um saldo negativo de R$ 550.054,04. De acordo com a legislação eleitoral, as dívidas devem ser assumidas pelos partidos.

Ambos os candidatos receberam doações dos bancos Bradesco e Itaú, da empresa Odebrecht Óleo e Gás S.A e das construtoras OAS e Andrade Gutierrez, dentre outros grupos econômicos.

Os dados foram apresentados nesta terça-feira, último dia estabelecido pelo TSE. As contas da campanha da presidenta reeleita, Dilma Rousseff, estão sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes. Já o processo do candidato Aécio Neves será relatado pela ministra Maria Thereza de Assis Moura.

A prestação das contas de todos os candidatos que participaram das eleições é obrigatória, segundo a legislação. Os candidatos à Presidência que concorreram apenas no primeiro turno informaram as contas das campanhas no dia 4 deste mês.

Da redação

Anderson

Com resistência de aliados, Planalto não consegue votar manobra fiscal

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Com resistência da oposição e de setores da base aliada, o Palácio do Planalto não conseguiu colocar em votação nesta terça-feira (25), no plenário do Congresso, a manobra fiscal que recorreu para fechar as contas do ano.

O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou no início da noite que a proposta não será apreciada.

O peemedebista ainda vai negociar uma nova data, mas a expectativa é de que haja um novo esforço nesta quarta para discutir o projeto de lei que autoriza o governo a descumprir a meta de economia para pagamento de juros da dívida pública em 2014, o chamado superavit primário.

Ministros da área econômica esperavam que a votação da proposta foi encerrada nesta terça (25) para trazer alívio ao governo. A programação esbarrou nas ações regimentais da oposição que dificultaram a votação dos 38 vetos presidenciais que tinham preferência de votação na sessão do Congresso.

Outro ingrediente foi uma espécie de corpo mole de partidos da base aliada que pretendem prolongar a discussão da matéria para pressionar o governo num momento em que há discussão para a montagem da equipe ministerial do novo mandato da presidente Dilma Rousseff.

PROTESTOS

Após meia hora do início da votação dos vetos presidenciais, os parlamentares que depositaram as cédulas na urna começam a deixar o plenário. A votação dos vetos -e a consequente liberação da pauta do Congresso- é necessária para a votação do projeto, considerado prioridade para o governo Dilma.

Há quase quatro horas, deputados e senadores discutem os vetos presidenciais numa sessão tumultuada, com vários protestos da oposição. Congressistas do PSDB, DEM e PPS se revezaram nas críticas e dispararam ataques até para Renan o acusando de “tratoraço”.

“É absolutamente estranho que a gente assista a um espetáculo de ‘tratoraço’ no âmbito do Congresso”, disse o líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE).

O candidato derrotado do PSDB à Presidência, Aécio Neves (MG) acusou Dilma Rousseff de ter enganado os brasileiros na eleição e de cometer crime de responsabilidade no manejo do Orçamento da União.

NA JUSTIÇA

Aécio discursou na sessão do Congresso que pode analisar o projeto que autoriza o governo a, na prática, abandonar a meta de economia para abatimento da dívida, o chamado superavit primário.

A oposição deflagrou nesta terça (25) as primeiras ações do que promete ser uma “guerra jurídica” para impedir a aprovação da manobra fiscal.

O PSDB já encaminhou um pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) para suspender a tramitação do projeto no Congresso. O próximo passo será pedir ao Supremo a nulidade da sessão do Congresso que se realiza neste momento.

Da redação/JC

Anderson

Internet já tem quase 3 bilhões de usuários no mundo, diz ONU

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Uma agência da ONU anunciou nesta terça-feira (25) que o mundo já possui quase 3 bilhões de usuários na internet -cerca de 40% da população mundial.

Segundo o relatório anual divulgado pela ITU (União Internacional de Telecomunicações, na sigla em inglês), o número de pessoas conectadas cresceu 6,6% em 2014, impulsionado principalmente por países em desenvolvimento, onde dobrou nos últimos cinco anos. Em 2009, a quantidade de usuários da internet era de 2 bilhões.

A pesquisa atesta, entretanto, que mais de 4 bilhões de habitantes do planeta ainda não têm acesso à internet. Na África, continente com a menor quantidade de usuários, apenas 19% da população utiliza a web.

No começo do mês, a ITU anunciou o programa Connect 2020 Agenda, por meio do qual pretende inserir mais 1,5 bilhão de pessoas no mundo on-line até o final desta década.

Grandes empresas do mundo da tecnologia também têm divulgado iniciativas com relação à inclusão digital. Facebook, Nokia e Samsung, por exemplo, fazem parte do Internet.org, parceria que tem como objetivo buscar soluções para levar a internet à áreas remotas.

No ano que vem, o Facebook deve começar a testar drones dotados de equipamento de transmissão de dados que trabalhariam com esse intuito. Também em 2015, o Google pode começar a lançar o seu projeto de internet por balões, o Loon, que teve uma sessão de testes no Piauí em junho deste ano.

Da redação

Anderson

Número de doadores de sangue regulares aumenta no Brasil

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O número de doadores de sangue fidelizados no Brasil – aqueles que doam com regularidade, aumentou, mas continua longe do ideal. O alerta é de especialistas neste Dia Nacional do Doador do Sangue, celebrado nesta terça-feira (25).

Para o biólogo molecular da Fundação Pró-Sangue de São Paulo, Eduardo Levy, a melhora da instrução e mais informações podem explicar o aumento. “Cerca de 60% dos doadores aqui (Fundação Pró-Sangue) são doadores que vêm de forma altruística e com regularidade. Mas em alguns países, como na Inglaterra esse percentual chega a 100%”, contou ele.

Por outro lado, o biólogo lamenta que a sociedade esteja cada vez mais individualista, sobretudo, os jovens e teme que os números voltem a cair. “Precisamos de campanhas e de educação nas escolas que combatam o egoísmo e ressaltem a importância de termos uma sociedade solidária. O sangue só vem de um ser humano, não existe sangue artificial e dependemos dos doadores”, completou o médico.

O gerente médico da Associação Beneficente de Coleta de Sangue (Colsan), Fábio Lino, lamentou que o mais comum entre os brasileiros ainda seja a doação a parentes e conhecidos em situações de emergência. “A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que 5% da população de um país doem sangue regularmente para manter os estoques de sangue dos hemocentros. No Brasil esse percentual está entre 2% e 2,5%”, disse ele. “As campanhas ajudam pontualmente, mas falta conscientização. Falta essa cultura de perder um dia da vida para tentar ajudar o próximo doando sangue.”

O diretor da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), hematologista Dante Langhi Jr, compartilha da opinião dos colegas. Ele deu o exemplo do trabalho de conscientização com os doadores específicos, como os de plaqueta. “Como esse doador é contatado muitas vezes pelos serviços e a conscientização é mais efetiva, vimos um aumento desse número de doadores nos últimos anos”, comentou.

Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 quilos, estar bem de saúde e portar um documento de identidade oficial com foto. Jovens com 16 e 17 anos só podem doar sangue com autorização dos pais ou responsáveis legais. Não é necessário estar em jejum, apenas evitar apenas alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação.

Os especialistas também elogiaram o uso do teste de ácido nucleico (Teste NAT) no sistema de saúde público que aumenta a segurança das transfusões de sangue. A utilização do NAT nos bancos de sangue tornou-se obrigatória há um ano no país. Ele é o único capaz de detectar a presença do vírus do HIV, da hepatite C e da hepatite B no organismo entre o dia da contaminação por vírus e o momento de sua manifestação (janela imunológica).

Para Lino o Teste NAT foi uma das ferramentas mais importantes de controle do sangue nos últimos tempos. “O número de doações em janela imunológica é muito pequeno, mas ainda assim pode acabar infectando um paciente”, comentou.

Levy acredita que embora a incorporação do Teste NAT seja de extrema importância para fortalecer segurança do sangue, é necessário mais tempo para mensurar sua utilidade no país.

“Ter um doador em janela imunológica é raro, estamos falando de índices de uma a cada 100 mil doações. Alguns bancos de sangue no país vão demorar uns cinco anos para ter 100 mil doações”, explicou ele.

Langhi Jr. comentou que em vários países desenvolvidos o NAT já é utilizado há muitos anos e sua eficácia comprovada por vários estudos. “É sem dúvida nenhuma um grande ganho a obrigatoriedade dos testes NAT. As vantagens que esse teste oferece já são conhecidas na literatura médica específica”.

O NAT é desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz. (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde.

Da redação

Anderson

Em Pernambuco, número de assassinatos de mulheres cai 8,5% em relação a 2013

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Entre janeiro e outubro deste ano, 187 mulheres foram assassinadas em Pernambuco, número 8,5% menor que o quantitativo registrado no mesmo período de 2013. Conforme dados do Instituto Sangari, o Estado caiu da segunda para a 16ª posição no ranking de mortes violentas de mulheres em todo o País em oito anos. As informações foram apresentadas pela Secretaria Estadual da Mulher (SecMulher) na manhã desta terça-feira (25).

No período apontado, entretanto, o menor número de assassinatos de pessoas do sexo feminino foi registrado em 2012, com 210 casos. Em 2013, foram 253. Entre 2006 e 2013, essa taxa variou de 7,2 para 5,2 por 100 mil habitantes. A redução é atribuída às ações preventivas – como eventos de conscientização no Interior, especialmente na zona rural – e repressivas, como as tornozeleiras colocadas nos agressores que insistem em se aproximar das vítimas.

Apesar de nem todos os municípios do Interior contarem com delegacias especializadas, o número de unidades policiais destinadas ao atendimento da mulher cresceu de quatro para dez. A SecMulher também destacou a criação das casas-abrigo e a Patrulha Maria da Penha. Outra ação desenvolvida, desde setembro do ano passado, foi o fornecimento de uma senha para a vítima, que pode ligar para o telefone 190 e informar os dígitos para que um veículo policial possa atender o chamado, em caso de ameaça.

Da redação

Anderson